Eu e Eliane; Eliane e eu
Fazia tempo que não deglutia um livro. Que sensação espetacular. Minto, não fazia tanto tempo assim, mas com tamanha intensidade... depois de A Casa dos Budas Ditosos... ok, não há como terminar aquele livro e não sentir o corpo quente, a cabeça perdida em pensamentos deliciosamente pecaminosos. Mas A Vida que Ninguém Vê emociona, empolga, mostra uma vertente da profissão jornalística que me encanta e que, lá no princípio, quando ainda uma espinhenta e insegura estudante do ensino médio, me motivava a escolher o caminho das letras. Mas daquelas que nos dão. Falo das letras pronunciadas pelas fontes, confiadas por elas a nós, por meio de um pacto de confiança mútua. Você me conta sua história da maneira mais fiel, emotiva, visceral, e eu prometo transcrevê-la com meu coração na ponta dos dedos.
Mas o jornalismo não é isso. O que move as grandes empresas jornalísticas, e mesmo a imprensa nanica, são os escândalos, os grandes furos, matérias que envolvem pessoas importantes, dinheiro, poder. Só um editor chefe com um parafuso a menos para dar voz aos anônimos.
Muito me identifiquei com a Eliane Brum, autora do livro. Quando diz que sempre que sai para uma pauta sente medo. Esse medo, se não paralisa, motiva a encarar qualquer que seja a história que terá de ser contada. Outra máxima que ela diz ter aprendido com um professor de faculdade que lhe encaminhou na profissão foi a que não podemos ser ingênuos. E, de fato, jornalista ingênuo é jornalista fraco, fácil de enganar. A gente perde a ingenuidade na prática, levando na cabeça, abrindo o jornal do concorrente e descobrindo que a história que lhe contaram era só a ponta de um iceberg. Mas, no alto da nossa ingenuidade de foca, insegurança de principiante, os tubarões nos trucidaram. E o editor, o editor-chefe, o dono do jornal, farão o mesmo.
Hoje as idéias estão muito embaralhadas. Muita coisa na cabeça.
Vontade de dar uma guinada profissional, mas compromissos assumidos tornam a idéia distante do possível.
Fui.
Mas o jornalismo não é isso. O que move as grandes empresas jornalísticas, e mesmo a imprensa nanica, são os escândalos, os grandes furos, matérias que envolvem pessoas importantes, dinheiro, poder. Só um editor chefe com um parafuso a menos para dar voz aos anônimos.
Muito me identifiquei com a Eliane Brum, autora do livro. Quando diz que sempre que sai para uma pauta sente medo. Esse medo, se não paralisa, motiva a encarar qualquer que seja a história que terá de ser contada. Outra máxima que ela diz ter aprendido com um professor de faculdade que lhe encaminhou na profissão foi a que não podemos ser ingênuos. E, de fato, jornalista ingênuo é jornalista fraco, fácil de enganar. A gente perde a ingenuidade na prática, levando na cabeça, abrindo o jornal do concorrente e descobrindo que a história que lhe contaram era só a ponta de um iceberg. Mas, no alto da nossa ingenuidade de foca, insegurança de principiante, os tubarões nos trucidaram. E o editor, o editor-chefe, o dono do jornal, farão o mesmo.
Hoje as idéias estão muito embaralhadas. Muita coisa na cabeça.
Vontade de dar uma guinada profissional, mas compromissos assumidos tornam a idéia distante do possível.
Fui.

