Vida longa às avós
No sábado (8/5/2010) meu irmão, Vitor, casou-se. Estamos todos muito felizes e ansiosos pela festa de logo mais. Só que no meio dessa correria, eis que uma notícia nos abate. A matriarca da família, minha avó Myrna, dá sinais de cansaço. Enquanto ela se recupera de problemas de saúde, tentamos abstrair e curtir o momento do meu irmão. E não vai ser fácil. É quase inconcebível estar em família e na companhia de pessoas queridas, olhar para os lados e não encontrar a vó Myrna. Ela é praticamente onipresente. Um ímã que nos une e uma fortaleza que nos protege. É a representação da família e dos valores que vamos levar por muitas e muitas gerações. Mas como protegê-la da ação do tempo? Dá pra pedir para que nossos avós sejam eternos? Quando se é criança, a imortalidade é quase um fato. Basta crescer pra gente descobrir que não é bem assim.
Eu sou um pouquinho de cada um dos meus avós. E às vezes acho que sou muito mais eles do que meus próprios pais. Do meu avô materno, Bernardino Schmidt, que nem cheguei a conhecer, peguei o gosto pelas letras. Filósofo, foi professor de Latim, Inglês e Português aqui em Novo Hamburgo. Do meu outro avô paterno, o saudoso Cip, inesquecível ponteiro direito do Floriano, puxei as mãos gordas, a admiração pelo futebol (a aversão à dupla Gre-Nal) e uma riqueza que ninguém tira: meus valores morais e a integridade.
Da vó Hilde, mãe da minha mãe, veio a admiração despertada pelas leituras das fábulas do Esopo. Inesquecíveis as noites em que ela lia as historinhas antes de dormirmos. Queria dizer que também tenho um pouco da sua candura, mas seria bem pouquinho, porque ninguém é mais angelical do que ela. Já da vó Myrna, nossa dama de ferro, dizem, saiu a curiosidade, uma das principais virtudes de qualquer jornalista que se preze. E também é dela a consciência de que é na família onde encontraremos tudo que precisamos: carinho, compreensão, apoio, união. Portanto, vida longa às avós!
(artigo publicado no Jornal NH dia 8/5/2010)
Eu sou um pouquinho de cada um dos meus avós. E às vezes acho que sou muito mais eles do que meus próprios pais. Do meu avô materno, Bernardino Schmidt, que nem cheguei a conhecer, peguei o gosto pelas letras. Filósofo, foi professor de Latim, Inglês e Português aqui em Novo Hamburgo. Do meu outro avô paterno, o saudoso Cip, inesquecível ponteiro direito do Floriano, puxei as mãos gordas, a admiração pelo futebol (a aversão à dupla Gre-Nal) e uma riqueza que ninguém tira: meus valores morais e a integridade.
Da vó Hilde, mãe da minha mãe, veio a admiração despertada pelas leituras das fábulas do Esopo. Inesquecíveis as noites em que ela lia as historinhas antes de dormirmos. Queria dizer que também tenho um pouco da sua candura, mas seria bem pouquinho, porque ninguém é mais angelical do que ela. Já da vó Myrna, nossa dama de ferro, dizem, saiu a curiosidade, uma das principais virtudes de qualquer jornalista que se preze. E também é dela a consciência de que é na família onde encontraremos tudo que precisamos: carinho, compreensão, apoio, união. Portanto, vida longa às avós!
(artigo publicado no Jornal NH dia 8/5/2010)


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