quarta-feira, janeiro 27, 2010

Ritmos

Eu tenho meu ritmo, você tem o seu, o vizinho tem o dele.
Não sou uma pessoa acelerada. Aliás, acho que sou até devagar de mais. Não fosse pela meu trabalho, acho que seria uma lesma em forma de gente.
Tenho um monte de coisa pra fazer. Mas nada urgente, que me tire o sono. Tem coisas antigas... uma chave emperrada na porta de entrada do ap há pelo menos 45 dias, o encanamento da pia do banheiro vazando tranquilamente há mais de um mês (coloquei um balde velho embaixo), uma gaveta cheia de contas do ano passado para arquivar. E também o guarda-roupa para arrumar.
Enfim, quem não tem algo "em haver" para fazer que se acuse agora!
A urgência em fazer as coisas surge quando são, de fato, necessárias, não saem da minha cabeça, perturbam o meu dia-a-dia. Caso contrário, sim, eu empurro com a barriga. E não me incomodo nem um pouquinho.
Tem louça na pia? Deixa acumular mais um pouquinho... dia desses eu lavo. Tem roupa pra lavar? Deixa o tempo ficar melhor, pra não dar cheiro de cachorro molhado. A cama tá bagunçada? Ah, a gente dorme nela todos os dias, deixa assim!
Bah, se minha mãe souber disso, ela vai me matar!
Mas conheço gente que morre de angústia se não resolver as coisas ontem. Tá certo que há pessoas que realmente têm coisas imediatas para resolver, mas há uma pressa doentia em diminuir a lista de pendências.
Eu sou partidária de listas de afazeres diminutas, bem pequeninhas, com dois, três itens no máximo. Não assusta, não pressiona, não parece impossível.
Quem sabe você aí não adota essa tática também?