Relaxar é preciso
Querido diário, este é meu primeiro dia de férias. Pergunta se eu passeio o dia atirada no sofá, de pijama e meias listradas, de pernas pro ar, enrolada num cobertor, zapeando freneticamente? Que nada. Tá, um pouco sim. Bem pouco, menos que deveria, talvez. Essa fase é meio estranha, indefinida. Estou aqui, no aconchego do lar, enquanto os colegas estão lá, na labuta. E há dois dias eu também estava lá. O que quero dizer é que não deu pra desligar, desapegar, relaxar, descansar, desencanar, descansar, desanuviar, espairecer... O ócio não tomou conta. A cada instante, me pego a pensar no que fazer daqui a pouco e amanhã, e depois de amanhã, e depois de depois de amanhã. Sabe o que é isso? É coisa de quem, parefraseando um colega, vive na conectividade, na interatividade, nesse mundão virtual e real que deixa nossa cabeça piradinha, funcionando sem parar, até que todas nossas forças se esgotem, até que a conexão desconecte, que o digital volte ao analógico, que os pés sintam o chão e o papel imprima as notícias velhas do dia que já passou.
Buenas, mas voltando ao primeiro dia oficial de férias... acessei minha caixa de e-mails da firma cinco vezes e li o site mais do que quando estou no serviço. Pra tentar despistar a mente que ainda está lá na redação, fiz um bolo, caminhei uns três quarteirões para pagar contas, fiz compras com muita calma, passeando pelos corredores como quem tem tempo de sobra pra pesquisar preços, comparar produtos, escolher a fruta mais bonita... enfim, brinquei de dona de casa.
Diferentemente dos outros dias, hoje o tempo está demorando a passar. Sei o porquê. É só porque estou de olho nele, tentando negociar que passe mais de vagar, quase congele.
Tomara que tenha conseguido enrolar o dito.
Cenas dos próximos capítulos....
Buenas, mas voltando ao primeiro dia oficial de férias... acessei minha caixa de e-mails da firma cinco vezes e li o site mais do que quando estou no serviço. Pra tentar despistar a mente que ainda está lá na redação, fiz um bolo, caminhei uns três quarteirões para pagar contas, fiz compras com muita calma, passeando pelos corredores como quem tem tempo de sobra pra pesquisar preços, comparar produtos, escolher a fruta mais bonita... enfim, brinquei de dona de casa.
Diferentemente dos outros dias, hoje o tempo está demorando a passar. Sei o porquê. É só porque estou de olho nele, tentando negociar que passe mais de vagar, quase congele.
Tomara que tenha conseguido enrolar o dito.
Cenas dos próximos capítulos....


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