Quarta-feira, Outubro 31, 2007

É Natal

Vem cá, já tá na hora de colocar o enfeite de Natal na porta de casa?
Putz, já estamos no final do ano...

Domingo, Outubro 28, 2007

Fantasmas



Com o post abaixo desse, parece que evoquei os fantasmas da minha vida.
Saca só a situação tragicômica verídica vivida pela famigerada dona destes escritos.
Sábado, noite quente, perfeita para sair, beber uma ceva, dançar até derreter e ver gente (melhor, homens) bonita.
Oito e Meio é o endereço. Aliás, ultimamente, o novo destino certo das noites de caça. Depois que o doutor perdeu a clientela (e eu me incluo no pacote), foi preciso encontrar ao menos um enfermeiro pra dar conta do recado. E tem dado, salvo a idade dos atendentes... tudo na faixa dos 23, 24 anos... e a tia perdeu a noção, tá pegando feto mesmo! Fazer o quê! Também sou filha de Deus! Também quero beijar na boca!
Enfim, sábado à noite. Gatinho de 24 pendurado no pescoço. E rapaz dos dançarinos, pro meu deleite. Bate 3h, quase na hora de puxar o barco, pra quem é escrava da notícia e tem que trabalhar no dia seguinte.
Eis que passa por mim, sem me ver (ufa!), meu ex. Congelei. Pensei que tivesse me visto com o piá. Mas não, nem se ligou. Enfim, mandei o gurizão parar de babar meu cangote e fui à cata do dito. Pra dar aquele oi, nada mais. Até porque já rolaram revivals que não me acrescentaram em nada. Então, só pra fazer a social mesmo. Dou o oi e deixo o guri de lado. Não tava a fim que o ex me visse acompanhada.... ainda mais do piazito. Fui conversar com um ex-ficante que tava na festa. Contei pra ele o que tava pegando. Fomos dançar. E o ex se parou num ponto estratégico, onde pudesse ficar me olhando. Me senti incomodada. Fui lá mandar que curtisse a festa com os amigos. Cheguei perto pra conversar e o homem desandou a chorar. Disse que não conseguia me esquecer, que toda vez que me via as pernas tremiam, o coração disparava... aquelas coisas romântico-bregas. Tá, e eu com isso? Não quero mais o dito! Já foi, passou, its gone!Its over! Mas fiquei lá, dando trela. Até que o piá do início da festa viu o lance. Tinha avisado que meu ex tava lá. Não contente, começou a me puxar pelas costas. E eu, dando tapas nas mãos dele, pra ver se se mancava. Depois de uns três minutos me pentelhando, largou o osso. E não é que um amiguinho da turminha dele vem falar no meu ouvido que eu deveria dar um jeito naquilo, senão ia "dar merda". Pronto. Era só o que me faltava. Homem brigando por causa de mim! Detalhe é que nenhum deles me interessava. Queria mais que se pegassem e se esbofeteassem sem propósito algum. Capaz! Sou totalmente contra a violência. Peguei meus alfarrábios e voei as tranças pra fora do bar. Na porta, muito estrategicamente, tava aquele meu ex-ficante, com que estava conversando quando o ex resolveu me contemplar.
Fomos pra um boteco, seguir o papo sobre a noite desastrada. Dois passos adiante da porte, o celular toca. É o ex, dizendo que tinha conseguido ver o que faltava pra dar continuidade ao processo de me esquecer. Jurou que estava indo embora com um ficante. Tentei argumentar, mas no final das contas, deixei por isso. Pense o que quiser.
E quando tomávamos nosso primeiro gole de Bohemia no boteco, eis que um mendigo pára entre nós e pede licença para conversar. Nos aconselhou a ficarmos juntos. Assim, do nada, sem saber que já havíamos tido um affair. Disse que ambos estávamos sozinhos e devíamos tentar.... algo bem profético, meio assustador. Enfim. Exceto pelo instrumento ínfimo, ele é um cara legal. Teríamos que brincar com outros apetrechos, penso.
E assim termina minha noite cheia de fortes emoções! Deitada na cama sozinha. Lendo torpedo do piá emputecido que o abandonei na festa, relembrando o choro do ex e pensando na possibilidade de um novo affair com o do instrumento pequeno.
Quer saber, nenhuma das alternativas me agrada!

Segunda-feira, Outubro 22, 2007

A dose certa

Tem vezes que a vontade é entregar os pontos mesmo. Cruuuuzzzeeesssss!
Fica cada vez mais nítido e consciente no meu inconsciente o quão difícil é conhecer uma criatura que preste! Isso independe da idade, independe da classe social, independe do intelectuo.
E por um simples motivo: tem de sobra, e de todos os tamanhos, de todas as cores, com todos os apelos possíveis. Pra que, então, vou eu, trouxa, ficar com uma só?
Já me indicaram livros de auto-ajuda, aconselhamento espiritual, mãe-de-santo, promessa, simpatia... ah, e a mais fácil de todas: esquecer que estou em busca de. Ok. Tranqüilo!
Enfim, me sinto um disco de vinil arranhado. Não saio do raio da música. Pior é quando o ex entra no MSN e fica aquela tentação de dizer: - vamos tentar outra vez?
Porque a coisa tá feia...
E quanto mais a gente bate cabeça, mais a gente se frustra e mais exíguas vão ficando as esperanças.
Mas eu, pra titia, não dá!
Nessas minhas leituras esclarecedoras do universo feminino cheguei a conclusões óbvias.
Quanto mais a gente quer, mais a gente tende a fazer errado.
Por fazer errado traduza-se escancarar o encalhe e a necessidade ululante de sair de tal situação.
É aí que os erros acontecem. No medo de perder o bofe, cometemos erros. Exageramos na dose de carinho.
Ou não. Diria que ando meio pros lados do outro extremo. Com receio de sufocar a peste, acabo não demonstrando muito a euforia. E, certamente, o cara deve pensar que não quero nada de mais, que tô na curtição.
Vai saber a dose certa!?!