Quando é que a gente ama?
Foram dois os namorados que tomaram cinco anos de minha vida, no somatório das relações.
Engraçado que, quando paro pra pensar, me questiono se os amei de verdade. Isso porque às vezes levo a crer que a proposta tentadora de namorar sobrepõe a existência de tal sentimento. Aí a gente começa a namorar. E espera, com o passar dos dias, das semanas, dos meses, dos anos, que o frio na barriga se manifeste quando ele ligar pra dizer que tá com saudade. Mas o frio na barriga não vem e a gente se acostuma com a companhia da criatura, mesmo que esporádica. Faz quase os mesmos programas todos os finais de semana. E esses programas vão perdendo a graça, mas são vitais pra nos sentirmos "em namoro".
Pois é, até hoje não sei responder se amei os ditos. Me encantei, sim, com a possibilidade de estar cm alguém. Com o primeiro, até alianças de compromisso trocamos. Com o segundo, compramos anéis que nos agradassem, em prata. Foram-se os anéis, ficam os dedos... na verdade, ficaram os anéis e os dedos. Só que separados, distantes. Os anéis estão em uma caixa de jóias sobre minha cômoda. O último, muito bonito, em formato de borboleta, queria voltar a usar, mas prefiro dar um tempo ao dedo, deixar sair a marca e desvincular o objeto à pessoa.
Outra coisa que tirei da visão foram os porquinhos que pedurava no vidro traseiro do carro. Eram dois bichinhos abraçados, muito fofos. Mas essa porquinha aqui não tem mais quem abraçar... não em status namorador.
Pensei em, na próxima oportunidade de namoro, parar e analisar o caso antes de me empolgar com o chamamento namoro. Me questionar sobre o potencial amoroso do cara. Aliás, será que o amor vem com o tempo? As duas vezes em que resolvi deixar o tempo fazer o trabalho, continuei com a dúvida.
Engraçado que, quando paro pra pensar, me questiono se os amei de verdade. Isso porque às vezes levo a crer que a proposta tentadora de namorar sobrepõe a existência de tal sentimento. Aí a gente começa a namorar. E espera, com o passar dos dias, das semanas, dos meses, dos anos, que o frio na barriga se manifeste quando ele ligar pra dizer que tá com saudade. Mas o frio na barriga não vem e a gente se acostuma com a companhia da criatura, mesmo que esporádica. Faz quase os mesmos programas todos os finais de semana. E esses programas vão perdendo a graça, mas são vitais pra nos sentirmos "em namoro".
Pois é, até hoje não sei responder se amei os ditos. Me encantei, sim, com a possibilidade de estar cm alguém. Com o primeiro, até alianças de compromisso trocamos. Com o segundo, compramos anéis que nos agradassem, em prata. Foram-se os anéis, ficam os dedos... na verdade, ficaram os anéis e os dedos. Só que separados, distantes. Os anéis estão em uma caixa de jóias sobre minha cômoda. O último, muito bonito, em formato de borboleta, queria voltar a usar, mas prefiro dar um tempo ao dedo, deixar sair a marca e desvincular o objeto à pessoa.
Outra coisa que tirei da visão foram os porquinhos que pedurava no vidro traseiro do carro. Eram dois bichinhos abraçados, muito fofos. Mas essa porquinha aqui não tem mais quem abraçar... não em status namorador.
Pensei em, na próxima oportunidade de namoro, parar e analisar o caso antes de me empolgar com o chamamento namoro. Me questionar sobre o potencial amoroso do cara. Aliás, será que o amor vem com o tempo? As duas vezes em que resolvi deixar o tempo fazer o trabalho, continuei com a dúvida.


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