Na direção da minha vida
Fácil dar conselhos. Analisar a vida alheia e tecer comentários construtivos, do tipo pré-fabricado, dito e reprisado por centenas de livros de auto-ajuda é típico de quem pensa ter a própria existência sob controle.
Assumo que desde sempre tentei ter meu rumo em minhas mãos. Assumir o volante e guiar com racionalidade, precisão, sem esbarrar nas curvas das paixões ou deixar o medo provocar desistência de planos.
Mas não foi assim, claro. Impossível. Por algum tempo a gente até consegue. Tempo suficiente pra se apaixonar, desapaixonar e voltar a se apaixonar. E quando estou em estado apaixonado, cego, perco o volante, viro caroneira. E observo a vida sob a ótica de um ser meio cego, meio inabriado, perdido em sentimento.
Não nego que é ótimo estar apaixonada. Como dizer que isso faz mal? É o tempero da vida. Por mais que seja em alguns momentos picante, ardente de mais, termine com nosso paladar, é sempre gostoso... na medida certa das especiarias.
Mas falava de conselhos. Quantas vezes nos damos conta de que a vida que vivemos não é um terço do que idealizamos? Não falo do ideal inatingível, mas daquele possível, palpável. Mas deixamos pra tomar medidas mais definitivas lá adiante, depois do final de semana que sempre vem, amorna a sensação de infelicidade, e nos faz mudar de idéia.
Da última vez que percebi que o volante estava sendo mal conduzido, andei no acostamento por uns dois dias depois do acidente. Não tomei o volante a tempo. Definiram o rumo por mim. Claro que não é agradável ao primeiro momento, afinal, o status quo foi drasticamente transformado. Mas hoje vejo que há toda uma estrada a percorrer, curvas a experimentar, caronas a dar, isso tudo sempre com o volante seguro pelas minhas mãos, sem perder o juizo!
Assumo que desde sempre tentei ter meu rumo em minhas mãos. Assumir o volante e guiar com racionalidade, precisão, sem esbarrar nas curvas das paixões ou deixar o medo provocar desistência de planos.
Mas não foi assim, claro. Impossível. Por algum tempo a gente até consegue. Tempo suficiente pra se apaixonar, desapaixonar e voltar a se apaixonar. E quando estou em estado apaixonado, cego, perco o volante, viro caroneira. E observo a vida sob a ótica de um ser meio cego, meio inabriado, perdido em sentimento.
Não nego que é ótimo estar apaixonada. Como dizer que isso faz mal? É o tempero da vida. Por mais que seja em alguns momentos picante, ardente de mais, termine com nosso paladar, é sempre gostoso... na medida certa das especiarias.
Mas falava de conselhos. Quantas vezes nos damos conta de que a vida que vivemos não é um terço do que idealizamos? Não falo do ideal inatingível, mas daquele possível, palpável. Mas deixamos pra tomar medidas mais definitivas lá adiante, depois do final de semana que sempre vem, amorna a sensação de infelicidade, e nos faz mudar de idéia.
Da última vez que percebi que o volante estava sendo mal conduzido, andei no acostamento por uns dois dias depois do acidente. Não tomei o volante a tempo. Definiram o rumo por mim. Claro que não é agradável ao primeiro momento, afinal, o status quo foi drasticamente transformado. Mas hoje vejo que há toda uma estrada a percorrer, curvas a experimentar, caronas a dar, isso tudo sempre com o volante seguro pelas minhas mãos, sem perder o juizo!


1 Comments:
a vida não é um livro aberto. certas coisas, especialmente certos sentimentos, não devem ser compartihados de forma coletiva. devem ficar restritos a quem interessa, a quem esteja diretamente envolvido. quando muito, e olhe lá, a alguém de extrema confiança. já disse que me espanta a forma como determinados acontecimentos são ``divulgados'' como se fosse notícia de jornal. mas, enfim, feitas essas considerações, não posso deixar de manifestar minha preocuopação. não com a forma coletiva das revelações. mas pelo conteúdo. me entristece saber que uma pessoa tão incrível, tão bela, esteja tão insegura de tudo. e que essa insegurança esteja afetando as coisas razoavelmente boas que a cercam. sentimentos são perigosos. ainda mais os alheios. mexer com eles, sei bem disso, é como botar a mão dentro de uma caixa de abelhas. se estivermos protegidos por toda aquela vestimenta que até lembra filme de ficção científica, tudo bem. os riscos serão mínimos. mas acontece que as pessoas não costumam andar vestidas daquele jeito. passam a maior parte do tempo de calça jeans, tênis e camiseta. tudo muito básico. e tudo muito perigoso para se ter coragem de botar a mão na caixa de sentimentos. o reflexo disso, no caso específico, tem sido estranho. há um claro distanciamento, possivelmente não planejado. mas ele está aí, tentando descobrir o que será dele em meio a esse vendaval de incertezas, inseguranças e medos que a cada texto ficam mais evidentes. como se fosse um alerta de que as abelhas vão se rebelar. triste isso.
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