Chega de sofrer
Enfim, sinto estar no caminho do perdão.
É uma sensação de alívio muito grande. É como se retirasse o amargo permanente na língua, me livrasse de uma nuvem espessa sobre minha cabeça, selecionasse as lembranças e dessa seleção sobrassem somente as boas.
Acho que é um processo normal, mas pensei que o ciclo jamais fosse se cumprir. Pensei que ficaria para sempre triste, desiludida, desgostosa da vida e infinitamente magoada com o motivo de tal sentimento.
Mas não. Graças à ação do tempo, ao meu amadurecimento emocional e, claro, às forças lá de cima, superei a fase de esculhambar o ex. O ex é ex, se foi, morreu pra mim, e dessa relação tem que ficar o que tivemos de bom. Até a pouco, remoia a traição, as discussões, as brigas, as indiferenças. Danem-se. Fica agora a música de Maria Rita que ouvíamos na cama depois do sexo. Ficam os tantos cafés da manhã que ganhei na cama. Fica a sensação das mãos dele sobre os meus olhos no dia em que defendi meu TC, uma surpresa que até hoje me soa como improvavel, mas aconteceu. Ele veio. E com flores no banco de trás do carro. Lembrar disso, pasmem, deixa meu coração cheio de amor. Daquele amor. Amor que não morre. Adormece, resume-se à sua impossibilidade de cultivo.
Magoa pensar que ele tenha reposto a fonte de sentimentos tão rápido. Que não tenha dado aviso prévio de suas intenções. Enfim, o que dizer disso. Já chorei por isso. Ainda hoje meus olhos ficam úmidos por isso. Mas agora não mais. Agora choro pensando na melodia da música de Maria Rita. São lágrimas muito mais sinceras, muito mais plenas, muito mais ternas.
Espero encerrar por aqui a série de textos de lamúrias pelo namorado que partiu. Hoje tenho outras angústias. E ele não tem mais nada a ver com elas.
Que permaneça em meu coração como aquele guri de olhos azuis e boca carnuda que me tirou da solidão e me proporcionou momentos de plena felicidade, mesmo que passageira, mesmo que outrora soterrados em amargura.
É uma sensação de alívio muito grande. É como se retirasse o amargo permanente na língua, me livrasse de uma nuvem espessa sobre minha cabeça, selecionasse as lembranças e dessa seleção sobrassem somente as boas.
Acho que é um processo normal, mas pensei que o ciclo jamais fosse se cumprir. Pensei que ficaria para sempre triste, desiludida, desgostosa da vida e infinitamente magoada com o motivo de tal sentimento.
Mas não. Graças à ação do tempo, ao meu amadurecimento emocional e, claro, às forças lá de cima, superei a fase de esculhambar o ex. O ex é ex, se foi, morreu pra mim, e dessa relação tem que ficar o que tivemos de bom. Até a pouco, remoia a traição, as discussões, as brigas, as indiferenças. Danem-se. Fica agora a música de Maria Rita que ouvíamos na cama depois do sexo. Ficam os tantos cafés da manhã que ganhei na cama. Fica a sensação das mãos dele sobre os meus olhos no dia em que defendi meu TC, uma surpresa que até hoje me soa como improvavel, mas aconteceu. Ele veio. E com flores no banco de trás do carro. Lembrar disso, pasmem, deixa meu coração cheio de amor. Daquele amor. Amor que não morre. Adormece, resume-se à sua impossibilidade de cultivo.
Magoa pensar que ele tenha reposto a fonte de sentimentos tão rápido. Que não tenha dado aviso prévio de suas intenções. Enfim, o que dizer disso. Já chorei por isso. Ainda hoje meus olhos ficam úmidos por isso. Mas agora não mais. Agora choro pensando na melodia da música de Maria Rita. São lágrimas muito mais sinceras, muito mais plenas, muito mais ternas.
Espero encerrar por aqui a série de textos de lamúrias pelo namorado que partiu. Hoje tenho outras angústias. E ele não tem mais nada a ver com elas.
Que permaneça em meu coração como aquele guri de olhos azuis e boca carnuda que me tirou da solidão e me proporcionou momentos de plena felicidade, mesmo que passageira, mesmo que outrora soterrados em amargura.


1 Comments:
Renúncia
Manuel Bandeira
Chora de manso e no íntimo... Procura
Curtir sem queixa o mal que te crucia:
O mundo é sem piedade e até riria
Da tua inconsolável amargura.
Só a dor enobrece e é grande e é pura.
Aprende a amá-la que a amarás um dia.
Então ela será tua alegria,
E será, ela só, tua ventura...
A vida é vã como a sombra que passa...
Sofre sereno e dalma sobranceira,
Sem um grito sequer, tua desgraça.
Encerra em ti tua tristeza inteira.
E pede humildemente a Deus que a faça
Tua doce e constante companheira...
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