domingo, setembro 20, 2009

Era pra eu estar feliz

Era para eu estar faceira, ansiosa, feliz. Amanhã, a essa hora, estarei em território desconhecido, na companhia de meus pais, próximo de chegar ao paraíso na terra.
Ontem saí. Me vesti bem bonita, passei batom vermelho, perfume da Madonna, estava realmente nos trinques. Mas era só o visual. Por dentro, estava triste. Tentei. Foram duas horas de gente feliz ao meu redor, mas meu sorriso saía forçado e resolvi ir embora. Me senti sufocada e imensamente sozinha.
Estou de férias! Há tempos isso não acontecia. Não assim, pra descansar, pra curtir. Pergunta se isso me torna a pessoa mais reluzente do mundo? Não.
Pergunta por quê? Porque nada disso faz sentido se não há com quem dividir, não há com quem somar, não há com quem tomar chima no sol, ficar até mais tarde na cama, se embrenhar no mato e curtir o som da natureza. Quem eu quero não me quer. Ou me quer mais ou menos. Ou às vezes me quer mas, na maioria delas, nem lembra que eu existo.
Eu quero sempre, a toda hora, do momento em que acordo ao momento em que durmo. Isso não é doentio, não. É gostar, é carinho. Controlar isso é foda! Deveria fazer um cursinho rápido de budismo, aprender a entoar mantras que me ajudassem a manter o foco, a canalizar a energia pro que vale a pena. Óuuuummmmmmmmmm.... óuuuummmmmmmm.... óuuummmmmm.
Vira e mexe, eu falo. Falo tudo. Solto o verbo. E a sensação, no dia seguinte, é de que coloquei tudo a perder. E aí vem o silêncio. Interminável. Até que me dobro e ligo, escrevo.
Eu não queria que fosse assim. Eu queria ser necessária e que essa vontade movesse dedos para ligar, a voz pra falar. Mas aí quando fala, às vezes saem pérolas como as de que não me encaixo em sua vida. De fato, encaixar uma mulher de 1,75m (arredondados, ok) na vida de qualquer pessoa é um baita desafio. Ainda mais quando ela não é só carne e osso, mas cérebro, vontades, necessidades, desejos.
Meu sentimento é imenso. Mas um dia ele vai esmorecer. Ou vai encontrar alento no sentimento de outro que o queira e faça por merecer. Eu não torço por isso. Eu torço para que meu sentimento tanto bata até que fure o escudo no peito desse cara.

Bom, preciso arrumar as malas.
Eu vou morrer de saudade. Não sei bem do quê, porque se estivesse aqui ou lá, não iria fazer diferença... a ausência é a mesma, afinal. Segunda tô de volta. Espero que morena jambo e cheia de energia.
; )