A novela da vida real
Enquanto o prensado no Bigode devorado na madrugada me causa náuseas, minha cabeça dói e minhas pernas continuam meio dormentes, eu preciso escrever.
Podia começar assim: pessoas cometem erros. Erros que envolvem outras pessoas. Pessoas sofrem com erros. E erros fazem parte da vida. Agora, o cúmulo é remoer os erros. Erros vão e vêm, é a lógica da vida e isso nunca vai mudar. Eu fui o erro de alguém. E errei ao aceitar ser esse erro. Aliás, errei duplamente querendo fazer do erro um acerto.
A gente para e pensa: mas quem começou tudo isso? Quem é o culpado? Quem foi o filho da puta que atirou a esmo a sementinha, sem se dar conta de que ela podia germinar, mesmo em terreno nada adequado. Quem? Quem? Eu, você, Deus, o diabo.
Não importa. Aconteceu. Fato.
E eu cansei de escrever sobre isso.
No final dessa novela mexicana de quinta, a vilã terminou sozinha, amargurada e ainda mais malvada aos olhos dos telespectadores. E o mocinho e a mocinha, esses, obviamente, terão o final feliz que merecem. Bom pra eles!
Podia começar assim: pessoas cometem erros. Erros que envolvem outras pessoas. Pessoas sofrem com erros. E erros fazem parte da vida. Agora, o cúmulo é remoer os erros. Erros vão e vêm, é a lógica da vida e isso nunca vai mudar. Eu fui o erro de alguém. E errei ao aceitar ser esse erro. Aliás, errei duplamente querendo fazer do erro um acerto.
A gente para e pensa: mas quem começou tudo isso? Quem é o culpado? Quem foi o filho da puta que atirou a esmo a sementinha, sem se dar conta de que ela podia germinar, mesmo em terreno nada adequado. Quem? Quem? Eu, você, Deus, o diabo.
Não importa. Aconteceu. Fato.
E eu cansei de escrever sobre isso.
No final dessa novela mexicana de quinta, a vilã terminou sozinha, amargurada e ainda mais malvada aos olhos dos telespectadores. E o mocinho e a mocinha, esses, obviamente, terão o final feliz que merecem. Bom pra eles!


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