Benjamin
Assisti ao filme do cara que nasce velho e morre jovem.
Estou com os olhos inchados, mal enchergo a tela, que ja e pequena, alias.
Que vida essa, de nascer velho e morrer jovem!
Eu me sinto a Daisy. Por muitos motivos. Por ter querido ser bailarina (mas, no meu caso, nao sofri nenhum acidente, nasci sem muito talento mesmo). Por ter sentimentos por um cara que parece rejuvenescer a cada momento em que nos encontramos. E por me sentir velha de mais para poder "cria-lo".
Fiquei arrasada depois de assistir ao filme. Outro filme, em paralelo, passou na minha cabeca. Me vi velha e amargurada, trabalhando numa redacao de dinossauros, entre teias de aranha e morcegos, lutando para manter oito paginas de jornal.
De novo eu tento me convencer de que tomei decisoes acertadas, mas tenho medo de ter optado pelo caminho errado. Crises, crises, crises. Sejam elas financeiras ou de consciencia... elas me desestruturam, me atormentam.
Queira Deus que tudo isso passe e volte ao seu estado normal. Nao sei mais administrar crises. Me perdi nas crises.
Mas eu vou me encontrar, juro!
Talvez eu devesse voltar a dancar. E deixar de ser velha. Ou achar um velho pra esquentar meus pes a noite.
Ou ainda melhor, inverter a ordem das coisas: voltar a ser jovem, embora nao me recordo de um dia efetivamente ter sido.
Estou com os olhos inchados, mal enchergo a tela, que ja e pequena, alias.
Que vida essa, de nascer velho e morrer jovem!
Eu me sinto a Daisy. Por muitos motivos. Por ter querido ser bailarina (mas, no meu caso, nao sofri nenhum acidente, nasci sem muito talento mesmo). Por ter sentimentos por um cara que parece rejuvenescer a cada momento em que nos encontramos. E por me sentir velha de mais para poder "cria-lo".
Fiquei arrasada depois de assistir ao filme. Outro filme, em paralelo, passou na minha cabeca. Me vi velha e amargurada, trabalhando numa redacao de dinossauros, entre teias de aranha e morcegos, lutando para manter oito paginas de jornal.
De novo eu tento me convencer de que tomei decisoes acertadas, mas tenho medo de ter optado pelo caminho errado. Crises, crises, crises. Sejam elas financeiras ou de consciencia... elas me desestruturam, me atormentam.
Queira Deus que tudo isso passe e volte ao seu estado normal. Nao sei mais administrar crises. Me perdi nas crises.
Mas eu vou me encontrar, juro!
Talvez eu devesse voltar a dancar. E deixar de ser velha. Ou achar um velho pra esquentar meus pes a noite.
Ou ainda melhor, inverter a ordem das coisas: voltar a ser jovem, embora nao me recordo de um dia efetivamente ter sido.


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