quarta-feira, setembro 09, 2009

Clandestino

Tinha um bar na João Alfredo com esse nome. Acho que já devo ter entrado, mas não marcou, não emplacou, ficou na clandestinidade e fechou.
Será a sina do que é clandestino?
Estou na clandestinidade. Sou uma persona non grata. Por quê? Não sei.
Talvez eu não seja suficientemente legal, boa pessoa, confiavel, amavel, apresentavel, namoravel.
Não sei.
Me chateia profundamente esse estado clandestino.
Até pouco tempo, pouco me importava. Agora, não mais. Agora, a exemplo do repórter que prefere não assinar uma matéria para não "assumir a criança", não se responsabilizar pelo que escreve, eu também me sinto relegada ao anonimato.
Afinal, é mais fácil desapegar. No names, no regrets.
Enfim.
Terminou a Heineken. Tô cansada, preciso tomar banho.
Outra hora continuo a epopéia.