Sobre certo, errado e outros conceitos
Eu mudei. Aliás, eu mudo a cada dia, minuto, segundo.
Já não sou a mesma Florbetta da piscadela de agora há pouco. Seja porque um cabelo branco eclodiu no couro cabeludo, uma espinha novinha em folha brotou na minha cara, uma palavra desencadeou um pensamento revolucionário, mas especialmente porque meu espírito evoluiu.
É, vem papo profundo...
Tempos atrás eu não tomava uma decisão sem antes consultar os universitários, as placas, as cartas... precisava da opinião alheia. Fosse ela da mãe, da melhor amiga, da madrinha, do novo amigo, do desconhecido. E quase sempre vinha uma reprovação. "Melhor não dizer blá, blá, blá, porque senão fulanildo vai se assustar"; "Ihh, não muda de emprego, tu vai se arrepender"; "Bah, acho arriscado fazer assado."
Bom, desse tempo da coleta de opiniões ficaram decisões relegadas ao limbo, vontades abafadas, e arrependimentos por coisas que não fiz. Blergh!
Eu sei que eu falo de mais, me exponho de mais, sou transparente de mais. Sei também que há um risco gigante em ser assim (minha mãe vive me xingando, aliás). Por me revelar, eu posso me tornar desinteressante, ou assustadora, ou sei lá. A verdade bate de um jeito diferente para cada pessoa.
Já o silêncio não fala. Dá margem ao constrangimento. Claro que dá espaço para atitudes, instiga ações, mas não é completo, é semi-vazio, não fosse a presença.
Não que eu não mece minhas palavras. Eu cuido cada caractere que vai voar da minha boca. Tento formular sempre a melhor frase. Mas eu não sei o impacto que vai causar. Sei que terei dito e essa sensação me basta. Nada é pior do que matutar o não dito. Putz, chega a doer. Não dito e não feito não mais pertencem a esse corpo.
Chega de cultivar minhocas no cérebro.
Ah, e também não vou alardear minhas decisões, minhas experiências. Vou vivê-las e guardá-las para mim (ok, e para poucos provilegiados, no momento oportuno), porque também enchi o saco de ouvir impropérios. E essas coisas também atraem olho gordo... Fiz, assumo, gostei (ou me arrependi) e não nego. Pronto.
E acabo de atingir um novo patamar evolutivo: nada de escrever, para dar margem às entrelinhas. O lance é falar. E esperar a reação, afinal. Doa a quem doer (nesse caso, me dói, ah se dói... na maioria das vezes). Mas um dia as palavras vão encontrar ouvidos acolhedores, daqueles que escutam, registram, assimilam e partem pro abraço.
: )
Já não sou a mesma Florbetta da piscadela de agora há pouco. Seja porque um cabelo branco eclodiu no couro cabeludo, uma espinha novinha em folha brotou na minha cara, uma palavra desencadeou um pensamento revolucionário, mas especialmente porque meu espírito evoluiu.
É, vem papo profundo...
Tempos atrás eu não tomava uma decisão sem antes consultar os universitários, as placas, as cartas... precisava da opinião alheia. Fosse ela da mãe, da melhor amiga, da madrinha, do novo amigo, do desconhecido. E quase sempre vinha uma reprovação. "Melhor não dizer blá, blá, blá, porque senão fulanildo vai se assustar"; "Ihh, não muda de emprego, tu vai se arrepender"; "Bah, acho arriscado fazer assado."
Bom, desse tempo da coleta de opiniões ficaram decisões relegadas ao limbo, vontades abafadas, e arrependimentos por coisas que não fiz. Blergh!
Eu sei que eu falo de mais, me exponho de mais, sou transparente de mais. Sei também que há um risco gigante em ser assim (minha mãe vive me xingando, aliás). Por me revelar, eu posso me tornar desinteressante, ou assustadora, ou sei lá. A verdade bate de um jeito diferente para cada pessoa.
Já o silêncio não fala. Dá margem ao constrangimento. Claro que dá espaço para atitudes, instiga ações, mas não é completo, é semi-vazio, não fosse a presença.
Não que eu não mece minhas palavras. Eu cuido cada caractere que vai voar da minha boca. Tento formular sempre a melhor frase. Mas eu não sei o impacto que vai causar. Sei que terei dito e essa sensação me basta. Nada é pior do que matutar o não dito. Putz, chega a doer. Não dito e não feito não mais pertencem a esse corpo.
Chega de cultivar minhocas no cérebro.
Ah, e também não vou alardear minhas decisões, minhas experiências. Vou vivê-las e guardá-las para mim (ok, e para poucos provilegiados, no momento oportuno), porque também enchi o saco de ouvir impropérios. E essas coisas também atraem olho gordo... Fiz, assumo, gostei (ou me arrependi) e não nego. Pronto.
E acabo de atingir um novo patamar evolutivo: nada de escrever, para dar margem às entrelinhas. O lance é falar. E esperar a reação, afinal. Doa a quem doer (nesse caso, me dói, ah se dói... na maioria das vezes). Mas um dia as palavras vão encontrar ouvidos acolhedores, daqueles que escutam, registram, assimilam e partem pro abraço.
: )


1 Comments:
Escreva, por favor. Tão bom te ler...
Postar um comentário
<< Home