terça-feira, fevereiro 27, 2007

Deus dá asas a quem sabe voar

"Deus dá asas a quem sabe voar."
A metáfora grudou no meu cérebro no final da tarde de hoje.
De certa forma me consola. Por outra ótica me pressiona.
Constatei que, de fato, estava muito confortável, muito bem acomodada, muito deitada nas cordas.
Sacodir a poeira não tem sido fácil.
A cada frase paro, penso, repenso, reflito, e concluo que não está bom. Tem que melhorar, tem que ser ótima.Mas não há tempo, outras pautas estão na fila, o telefone toca, são os editores apontando falhas já antes ditas, mas ainda não absorvidas.
É, não sou a Mulher Maravilha. Longe disso... so far away. Nem sirvo pra estagiária da Louis Lane.
Sinto-me impotente, novata, frágil, à mercê das notícias, à mercê do erro, da dúvida, do texto banal, mal escrito, principiante.
Bosta! Merda! Foda-se! Foda-se!
Será que isso passa? Ou vou ter que conviver com a escolha errada?
A vida pacata não volta mais, eu sei. Mas talvez essa vida fosse justamente a que me colocasse mais próximo do meu ideal de felicidade. E eu dei adeus a ela. Por um impulso, um apelo, um sopro fresco de mudança, um capricho de visibilidade.
Porra do caralho!
Não sei mais nada da minha vida.
Também nunca soube dos meus limites, é verdade. E a motivação pra mudar o status quo foi justamente essa.
Será que já é chegado o momento de admitir que o limite foi alcançado?
Força! Força! Inspira, respira, transpira.
"E no sétimo dia, o criador descansou." Amanhã é meu sétimo dia. Será que terei descanso? Quero descanso na consciência. O físico já sei extrapolar, embora ambos em péssimo estado resultem em uma mistura que não pretendo voltar a experimentar...
Mas Deus dá asas a quem sabe voar. Logo, se esse desafio pintou na minha vida, é porque tenho competência pra encarar!
Santa auto-confiança!