quarta-feira, abril 08, 2009

Back to Canada



Foram mais de dois anos de preparação, economias, pesquisa, receios, tratativas... para um mês.
Mas não um mês qualquer, o mês que mudou minha vida e pirou meu cabeção!
Dia 10 eu partia para a experiência única de explorar um lugar diferente sozinha, eu comigo mesma. Queria poder fazer isso todo ano. É um exercício de maturidade gigante. E de solidão também. Mas, acima de tudo, de valorização da família, das pessoas queridas que sentem a sua falta como nunca quando a gente tá milhares de quilômetros distante. A sensação de falar ao telefone com meu pai e minha mãe, a gente estando tão distantes, era algo inexplicável! Sentia a emoção na voz deles, a saudade incomensurável. Afinal, eu não estava a poucas horas de ônibus deles, estava a muitas horas de avião!
Mas uma coisa embolou muito o meio de campo: viajar apaixonada. Se tem uma dica magna pra dar, é essa. Porque a gente não aproveita a viagem. Pra todo lugar que se olhe, vem a lembrança da criatura. E a ânsia de voltar atrapalha de mais. Eu fui, curti e projetei uma volta ainda melhor, de virada geral. E dei com os burros n´água. E fiz terapia, e até hoje tenho fantasmas a me rondar.
Mas um dia eu faço uma viagem dessas de novo. Aí vai ser para aproveitar ainda mais, porque eu vou saber como curtir mais.
Canadá, dia 10, aí vou eu de novo, mesmo que em pensamento!