quarta-feira, dezembro 12, 2007

Dona de casa

Já não sou mais a mesma.
Ok, isso é óbvio, normal, curso natural da vida.
Mas tem coisas que acontecem que são marcos em nossas vidas.
Exemplo: não tenho mais paciência pra limpar meu ap.
Já se vão um ano e oito meses da experiência de administrar um lar sozinha... e não sou mais aquele esmero de dona de casa. Tá certo que nunca fui comparável a minha mãe, às minhas avós, mas ao menos dava conta de manter o chão limpo, as prateleiras sem pó, a pia da cozinha sem louça.
Vai ver, cansei de brincar de casinha.
É isso.
Lembrando as motivações que me levaram a morar sozinha, recordo-me que tudo começou baseado no sentimento de, quiçá, morar com meu excelentíssimo ex. Buenas, a proposta caiu por terra assim que comuniquei minha vontade pra ele. Foi uma cena patética. Eu dirigia o carro de volta de Arambaré. Falei da idéia e ele retrucou no ato. E eu me esvai em lágrimas.
Mas a vontade de sair de casa não mudou. De fato, saí. Dia 1º de abril de 2006. Adivinha se ele veio emprestrar seus músculos pra carregar móveis quatro andares acima? Não, claro! Não podia, estava sem grana pra gasolina. Mais uma amostra do quanto me considerava... um adendo ao showzinho da minha formatura, quando eu, tipo noiva prestes a dar o sim, fui abandonada no altar... tudo bem... fiquei com a garrafa de champagne como companhia.
E o que ganhei morando sozinha?
A minha companhia, ué!
E, eventualmente, algumas masculinas, claro!