quarta-feira, dezembro 12, 2007

Californication

São 10h da manhã de uma quarta-feira muito pouco produtiva. Estou sem saco pra ser produtiva. Aproveito, então, pra pôr em dia as aventuras da dona do blog.
Como deu pra ver no post abaixo, a moça continua batendo cabeça. Mas sem perder a ternura, claro! E a esperança!
Putz, cheguei em casa ontem disposta a escrever algo bem legal. Tava entrando no banho quando me ligaram do jornal... aí perdi o tesão pela escrita.
Alguém aí tem assistido ao seriado Californication? Muito legal, promíscuo, cru, mas muito divertido. O protagonista, o David Duchovny, o cara do Arquivo-X, interpreta um escritor em fase de escassez de idéias. Mas o cara é a escória em pessoa. Acorda, fuma um crivo, bebe um wisky, transa com a primeira louca oferecida que aparecer na sua frente... e assim sucessivamente. Claro, é apaixonado pela ex, que tá de casamente marcado com outro.
Um sarro a caranga do moço. Um Porsche caindo aos pedaços, todo empoeirado com o farol esquerdo queimado. Enfim, a decadência elevada à décima potência.
Mesmo pintado o retrato desanimador, o cara ainda tem um charme absurdamente sexy. É o que o salva e lhe rende, ao menos, boas transas.
Ontem, ele teve um revival com a ex. E acordou com a enteada encima dele sobre a cama. A guria nutre um amor platônico por ele.
Tá, e eu com isso!
Lembrei porque toquei no assunto da série...
Ultimamente, muitas idéias tem pipocado na minha cabeça.
Mas a grande maioria delas totalmente desvinculada do jornalismo.
Ok, ainda sou nova e tal pra ficar reclamando da vida. Mas não tô mais com tesão pra seguir atrás de notícias.
Ontem, passando em frente ao Colégio 25, vi um professor de costas, sentado numa sala, com a camiseta escrito: Professor de Matemática. E me imaginei professora de Português.
Sempre gostei, sempre me dei bem... Por quê não, né?
Volta e meia tenho esses rompantes.
Corro o risco de ano que vem colocar essas vontades em prática. Talvez ainda dê uma chance ao jornalismo. Quem sabe o de revista, ou de assessoria de imprensa. Ou ainda, consiga a famigerada vaga na Capital...
Tudo questão de tempo... e do cumprimento de prazos. Até o meio do ano que vem, se a vida não tiver tomado o rumo que quero, enveredo por outros caminhos.
Anota aí!