Provas de amor
Dizer "eu te amo" não é suficiente. Querer estar junto também não.
Depois de um tempo, os relacionamentos precisam de provas de amor, suficientemente substanciosas para justificar a união.
Ainda bem que Romeu e Julieta passam longe (por enquanto). Esse negócio de beber veneno, definitivamente, não é comigo. Passo longe de qualquer barbitúrico, seja lícito ou ilícito. Inclusive, por conta disso, penso em estampar na minha lápide a frase "Aqui jaz uma moça que não fumou maconha, não cheirou nem injetou e, ainda assim, foi feliz". Mas como não pretendo poluir ainda mais esse solo um dia tão fértil – quero ser cremada, e minhas cinzas jogadas na Lagoa dos Patos – não vai rolar epitáfio.
Retomando o fio da meada, ando sendo colocada à prova. E, admito, me sinto um ratinho de laboratório.
Eu tenho reações óbvias a certas situações. Quando estou magoada, emudeço. Aliás, a maioria das minhas reações inclui fechar a boca, me trancar no meu mundinho, refletir.
Não gosto de ser submetida a provações. É natural para mim cumprir as provas (muito a contra-gosto), porque eu sou teimosa e cabeça-dura. Vou até o fim, mesmo sem saber o quê e quando é o fim. Mas me magoo, me chateio, me decepciono.
Peço, então, o fim das provas de amor.
Quando se ama, ama-se ao natural e ponto.
Depois de um tempo, os relacionamentos precisam de provas de amor, suficientemente substanciosas para justificar a união.
Ainda bem que Romeu e Julieta passam longe (por enquanto). Esse negócio de beber veneno, definitivamente, não é comigo. Passo longe de qualquer barbitúrico, seja lícito ou ilícito. Inclusive, por conta disso, penso em estampar na minha lápide a frase "Aqui jaz uma moça que não fumou maconha, não cheirou nem injetou e, ainda assim, foi feliz". Mas como não pretendo poluir ainda mais esse solo um dia tão fértil – quero ser cremada, e minhas cinzas jogadas na Lagoa dos Patos – não vai rolar epitáfio.
Retomando o fio da meada, ando sendo colocada à prova. E, admito, me sinto um ratinho de laboratório.
Eu tenho reações óbvias a certas situações. Quando estou magoada, emudeço. Aliás, a maioria das minhas reações inclui fechar a boca, me trancar no meu mundinho, refletir.
Não gosto de ser submetida a provações. É natural para mim cumprir as provas (muito a contra-gosto), porque eu sou teimosa e cabeça-dura. Vou até o fim, mesmo sem saber o quê e quando é o fim. Mas me magoo, me chateio, me decepciono.
Peço, então, o fim das provas de amor.
Quando se ama, ama-se ao natural e ponto.

